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Por que o futuro das fragrâncias é sem gênero?

Uma nova classe de perfumes, além dos gêneros, feitos para atender tanto a homens quanto a mulheres, tem tido muito sucesso. Entre nesta nova fase da perfumaria compartilhável, também conhecida por “genderless”.

A ideia não é nova. Em 1929, Jean Patou lançou o perfume Le Sien (cujo significado é “dele”, mas com uma propaganda que dizia “Perfume masculino para a mulher”), o primeiro perfume claramente compartilhável, um perfume Verde Aromático, criado por Henri Almeras.

Em 1994, Calvin Klein voltou a este conceito, com o nome “unissex”, em CK One, com enorme êxito comercial. O conceito compartilhável e sem gênero, então, reivindicava a simplicidade, o compartilhar, a juventude. Os perfumes eram frescos e leves. Surgia a questão: seria apenas um critério comercial ou a expressão de uma tendência?

Na época, outros perfumistas e marcas de renome viram nesse conceito uma oportunidade: Gieffeffe (1996) de Gianfranco Ferré, Paco (1996), de Paco Rabanne, Dalimix (1996), de Salvador Dali, Água (2000), de Loewe.  Em 2006, o perfumista independente Geza Schoen fundou a  Escentric Molecules, com o objetivo de permitir o uso compartilhado e combinado de fragrâncias, evitando a segmentação por gêneros e contribuindo para que fragrâncias tivessem um aspecto único para cada usuário. Assim, chegamos aos anos 2020, com o conceito de perfumes para homens ou para mulheres parecendo estar um pouco fora do caminho, em relação aos movimentos sociais. 

As mensagens subliminares nas lojas continuam fortemente alinhadas com o Marketing e reinam como sempre: linhas arredondadas e femininas, com notas florais e cores como rosa, salmao, para mulheres, enquanto as fragrâncias masculinas seguem em frascos mais severos, duros, encorpados, em cores classicas e mais escuras como azul, cinza, preto, evocando a masculinidade e a virilidade desejadas por mulheres românticas. 

Isto parece eficiente para a indústria da perfumaria, que tem usado essa estratégia há dezenas de anos. Contudo, agora, em pleno 2021, a indústria da perfumaria de nicho está liderando o movimento para derrubar esses estereótipos. De acordo com a Mintel, os lançamentos de fragrâncias sem gênero representaram 17% do Mercado em 2010 e esse número havia subido para 51% em 2018, algumas com conceitos não conformistas, como Memoire d’Une Odeur, de Gucci, que explora memórias do passado e viagem ao futuro, sem uma definição de gêneros.

De olho no futuro, em novembro/2019, “A Amyi Perfumes chegou com a ideia de trabalhar suas fragrâncias num ambiente sem gênero”, conforme afirmam suas co-fundadoras. E isto se mostrou assertivo, uma vez que recentes pesquisas feitas pela marca mostram que uma das fragrâncias mais apreciadas pelos homens é a Amyi V, um perfume muito floral, de rosa, jasmim e freesia. E nossa ídeia é: “Se você gosta desse perfume, o que importa o gênero? Por isso, nossa filosofia não é caracterizar nossos perfumes por gênero”. 

O movimento genderless em fragrâncias segue, não porém sem esbarrar em algumas fortes influências sociais e culturais, que têm a ver com a forma em que homens e mulheres ainda são criados. Aos poucos, essa visão tradicional está sendo rompida. 

Boa parte dos perfumes ainda têm gênero, seja por estar claramente declarado no rótulo ou pela publicidade nele, porque isso ainda funciona. Por outro lado, marcas de nicho, como a Amyi, estão despojadas de declarações ou dicas visuais, o que faz com que homens não se censurem ao usar fragrâncias e ingredientes tradicionalmente femininos, como as flores. O crescimento da perfumaria de nicho tem contribuído para quebrar os códigos olfativos de gênero.

Ao passo que, no passado, fragrâncias sem uma verdadeira abordagem de gêneros surgiam e desapareciam do cenário mundial, o movimento agora vem da sociedade, em que gênero e identidade estão claramente em foco. Neste sentido, fragrâncias sem gênero ganham força e este parece ser o principal motivo do futuro dos perfumes genderless.

Helen Augusto, autora e tradutora brasileira, sempre se sentiu atraída pelo fascinante mundo das fragrâncias. Após ter trabalhado como Sales Executive na Givaudan durante mais de 20 anos, ela seguiu sua inspiração de se manter conectada com a perfumaria, com os consumidores e a indústria, com o seu canal de Youtube, onde ela compartilha o seu conhecimento e o seu entusiasmo pelos perfumes. Helen tem uma sólida abordagem técnica e conceitual e gosta também de ser uma contadora de estórias, falando sobre os seus encontros com diferentes ingredientes e perfumes. Ela acredita que as fragrâncias despertam emoções fortes.


A Amyi traz uma jornada sensorial e educativa por nove perfumes de altíssima qualidade, chamada Experiência Amyi. Com ela, você pode escolher o seu preferido com mais conhecimento e verdade, sem se preocupar com gênero ou o que os outros vão pensar. Quer saber mais?

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Para compreender a perfumaria de NICHO em 5 palavras

Perfumes de Nicho_Amyi

A Perfumaria de Nicho, como o próprio nome sugere, é uma fatia da grande indústria da perfumaria. Muito já foi publicado sobre ela e como o meu objetivo é sempre o de democratizar o acesso ao conhecimento desse setor, nesse artigo trago a palavra NICHO, como uma sigla para simplificar e fixar conceitos:

NARIZ, INGREDIENTE, CLIENTE, HETEROGÊNEA, OSTENTAÇÃO

Sigla definida, agora vamos aprofundá-la:

Nariz 

“Niche brands are driven by artisans who seek to create experiences rather than brands”. Michael Edwards

Pouco evidente na perfumaria mais acessível e no Duty Free, o Perfumista aqui tem palco e maior liberdade criativa para compor, se expressar mais artisticamente e dar enfoque ao “savoir-faire”, sem a preocupação com a aceitabilidade comercial do perfume. Saber quem é o nariz por trás daquela fragrância, quais criações estão em seu portfólio ou até mesmo se é dono da sua própria marca é informação essencial para o consumidor desse segmento. 

Perfumes Byredo

Ingrediente

Introvertida e muito mais voltada para a qualidade do conteúdo em seu frasco, na Perfumaria de Nicho as embalagens normalmente são padronizadas e dispensam investimentos astronômicos em campanhas de marketing ou endosso de celebridades. Aqui, o ingrediente é o protagonista da conquista, um storyteller, com menção honrosa no nome das fragrâncias. Matérias-primas em overdose ou em combinações inusitadas são responsáveis pela peculiaridade arrojada das fragrâncias, resultando em uma perfumaria com mais assinatura. 

Cliente

O nicho surgiu como uma vertente independente da perfumaria convencional, para, inicialmente, ser distribuída de forma mais restrita, regionalmente. O seu acesso é limitado, com uma distribuição seletiva de até 400 pontos de venda. Portanto, a exclusividade é um fator determinante nesse segmento, que une pessoas que entendem muito do assunto e querem personalização, um perfume para chamar de seu. Os clientes da Perfumaria de Nicho buscam descobertas olfativas, como novas formas de se vestir olfativamente. Em linhas gerais, querem todo o conceito de luxo em forma de perfume e se dispõem a pagar por fragrâncias de alto valor. Não é uma perfumaria de grande escala e consumo rápido. 

Heterogênea

Mesmo quando analisamos as fragrâncias de uma mesma marca de Nicho, percebemos um mosaico de perfis olfativos. Ainda que um mesmo ingrediente possa ser protagonista de fragrâncias de diferentes marcas de nicho, é provável que as composições tragam efeito olfativo totalmente diferentes e é essa pluralidade que preserva a riqueza do segmento.

Ostentação

É falso que um produto caro seja de luxo, mas é sempre certo que um produto de luxo será caro, já que luxo não se restringe ao material, é um conceito do estimulante, do polarizante, que tem tudo a ver com conquista. O resultado da soma de ingredientes de alta qualidade, perfumista de prestígio, da exclusividade e pequena escala, só poderia ser de alto valor agregado. Um Perfume de Nicho é significativamente mais caro que o da perfumaria de prestígio, variando de centenas de reais a valores inestimáveis. 

Acredito que esses pontos cumprem bem a função de resumir com clareza esse segmento. Agora, complemento com outras três dúvidas mais comuns sobre a Perfumaria de Nicho:

Mas, afinal, quais são as marcas de perfumaria de nicho?

Normalmente, quando o assunto é nicho, marcas como Diptyque, L’Artsian Parfumer e Byredo são algumas das mais lembradas e difundidas pelo mundo. São como “a perfumaria de massa”, dentro do nicho. Loucura, né?

As marcas de nicho começam muito pequenas e quando apresentam um posicionamento muito diferenciado e aceitação de mercado, acabam sendo adquiridas como no caso de Atelier Cologne, Le Labo, L’Artsian Parfumer, Maison Kukidjian, by Kilian, Tom Ford e Penhaligons.

Grandes grupos como PUIG, LVMH, L’Oreál ESTÉE LAUDER adquirem as marcas nichadas, atraídos pela inovação e “frescor” que essas marcas trazem e, assim, a perfumaria alimenta o seu ciclo de criatividade. 

Perfumes Chanel

Essa inovação vai além do olfato, e a marca parisiense Floratropia, com suas embalagens sustentáveis, é um ótimo exemplo de como ser independente das principais tendências do mercado, traz esse frescor de soluções.

As tradicionais também não ficam de fora: Maison Chanel, Guerlain, Dior e Hermès, por meio de suas coleções de fragrâncias que contam histórias de ingredientes ou lugares, seguem os códigos olfativos, de embalagem e de posicionamento da Perfumaria de Nicho. Claro, com preços elevadíssimos para atingir públicos abonados e apaixonados.

Onde eu encontro uma marca de nicho?

Perfumes de nicho são inicialmente vendidos nas suas lojas próprias ou em pontos de vendas muito exclusivos como a perfumaria AEDES em NY, Nose em Paris, Luckyscent em Los Angeles ou na NEECHE em São Paulo. Quando essas marcas adquirem mais visibilidade, passam a ser encontradas, até mesmo nas prateleiras da Sephora, marketplaces ou em feiras voltadas para esse setor. A Fragranze, realizada anualmente em Florença pelo grupo Pitti Imagine, é uma delas.

Em 2019 a Paralela esteve na cidade italiana especialmente para a degustar a Fragranze #17, que teve como ingredientes protagonistas dos perfumes o oud e florais pesados, com destaque para Sana Jardin, com viés social e sustentável que instigou uma resenha detalhada no Blog da Paralela.

Outro destaque da feira foi a homenagem à Jean-Claude Ellena, um dos perfumistas mais influentes da perfumaria contemporânea, que trocou sorrisos e muito conhecimento.

Fragranze #17 e palestra com Jean-Claude Ellena

E, por fim a questão…

Existe Perfumaria de Nicho no Brasil?

Por aqui, os passos são lentos, mas muito significativos.

Temos a Jo Malone, que rapidamente caiu no gosto do brasileiro e abriu lojas nos shoppings mais refinados do país.

Influenciadores digitais e atrizes ajudaram a permear marcas como Atelier Cologne, do Grupo L’Oréal, e Escentrics Molecules nos marketplaces como Renner e Casas Bahia e na loja Neeche, no Shopping Iguatemi, em São Paulo.

Em 2020, a marca de nicho AMYI, idealizada pelas brasileiras Larissa Mota e Luciana Guidi, teve um lançamento de sucesso no mercado nacional. Mesmo com a pandemia do coronavírus, a indicação na categoria “Perfume Independente” no 7º Annual Art and Olfactory impulsionou seu reconhecimento internacional.

Perfume Amyi finalista do prêmio “The Art and Olfaction Awards”.
Em amarelo, suas notas de saída, rosa, notas de corpo e verde, notas de fundo.

Quais novas marcas de nicho surgirão? Que novas histórias irão contar?

Minha aposta é de que histórias mais humanas, transparentes e mais integradas com a natureza estão por vir.

Cheirosamente,
Alessandra Tucci.

Paralela Escola Olfativa

Uma escola livre que nos inspira não só a pensar ou fazer diferente, mas a sentir. Somos a única no Brasil a oferecer certificado pela Cinquième Sens (escola francesa com 43 anos de atuação na França e presente em mais de 10 países) e a pioneira no Brasil, em que sentir para entender a perfumaria é a principal metodologia. Não ensinamos fórmulas prontas: ensinamos a pensar, a ousar. Nesses quase 8 anos de atuação, recebemos mais de 1200 alunos na nossa sede, em São Paulo, e os incentivamos a olhar para a perfumaria em todos os ângulos.

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Criação e criador

Os cheiros marcam momentos, criam memórias e despertam emoções que nos acompanham pela vida. O cheiro de bolo que remete à casa dos avós, a grama molhada das tardes de verão na infância, o perfume de quem amamos. Os cheiros proporcionam a memória viva de um acontecimento e despertam os sentimentos daquele momento. 

Nosso Amyi VIII, finalista da sétima edição do “Art and Olfaction Awards”, prêmio que celebra a excelência na perfumaria independente, foi criado de maneira totalmente livre pelo perfumista Samuel Moraes. “A inspiração veio de um momento de celebração e busquei incorporar à fragrância a atmosfera, os cheiros, sabores e a energia das pessoas naquele momento. Quis unir tudo isso numa fragrância que proporcionasse emoção. Torço para que o Amyi VIII marque momentos de muitas outras pessoas como foi para mim”, conta Samuel. 

O perfume se abre em aura esfumaçada e intensa com as notas de tomilho vermelho, framboesa e sal marinho, e o coração da fragrância pulsa com a francesa erva flouve, um ingrediente inusitado que fascina o perfumista. “Apenas uma das espécies fornece cheiro depois de seca. De cor dourada, transforma e cria movimento. Se harmoniza no corpo do perfume, transformando as notas iniciais de couro. Muda sua textura quando encontra a camurça branca e as notas de fundo como olíbano e sândalo. Leva textura do perfume até o fim. Daí vem esse sentimento de mistério”, explica Samuel.

Matéria-prima chave para a composição do Amyi VIII, a erva flouve, pela primeira vez usada na perfumaria brasileira, é um ingrediente raro, seu caráter é balsâmico, e às vezes descrito como ‘powdery’. É adocicada como a Tonka, tem uma faceta que se assemelha a cumarina. É incrivelmente complexa e fácil, transparente, como um pó perfumado de uma floresta. É penetrante e tem profundidade.

Erva Flouve

Convidado para participar do desenvolvimento de três fragrâncias da coleção Amyi, Samuel tem um olhar atento e sensível a tudo que acontece à sua volta. A paixão pela perfumaria aconteceu já dentro de uma casa de fragrância há mais de 20 anos. “Tive a honra de trabalhar com grandes mestres que me treinaram, desde o início, a conhecer mais sobre matérias-primas, suas origens e diferenças. Há muitas variações na mesma matéria-prima. O treinamento envolve memorizar e entender a diferença de cada uma, criar intimidade, descrever cheiros com palavras. E isso é algo que só acontece quando você já tem alguma experiência”, afirma Samuel.  

Viveu em diversas regiões do Brasil explorando tanto cheiros típicos quanto exóticos e hoje, com mais de 20 anos de carreira, atua na Symrise, uma das mais importantes casa de fragrâncias do mundo. Samuel adora mergulhar em pesquisas de novas matérias-primas e combinações inusitadas. Sua trilha acumula criações espalhadas pelo mundo, como em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Guiana Francesa, Itália e Noruega. 

“Todo perfume tem uma história e uma razão de existir. Fico muito feliz com a nomeação do Amyi VIII a finalista do prêmio e me sinto um orgulhoso pela parceria com a Amyi”, finaliza Samuel.

Por aqui seguimos vibrando no otimismo e com os dedos cruzados! 

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Contagem regressiva para o “Art and Olfaction Awards 2020”

Amyi VIII_Perfumaria de Nicho

A Amyi é finalista da 7ª edição do “Art and Olfaction Awards”, um dos prêmios internacionais mais prestigiados e importantes do universo da perfumaria! Nosso eau de parfum Amyi VIII foi nomeado finalista na categoria Perfumaria Independente cinco meses após o lançamento, e somos a primeira marca de perfumaria nicho brasileira a alcançar esse feito. Se  estamos felizes e orgulhosas? Não estamos sabendo lidar, rs. 

O “Art and Olfaction Awards” foi criado em 2014 para celebrar a excelência na perfumaria independente e aumentar a visibilidade das novas criações em escala global, contemplando criadores mais experimentais e conceituais, expandindo o “cheiro” para intervenções públicas em exposições, publicações ou ações. Por isso, os prêmios serão entregues no dia 17 de setembro aos criadores de destaque nas categorias: Perfumaria Independente, Perfumaria Artesanal e Projeto Experimental lançados em 2019 ao redor do mundo. Outros três prêmios contemplam categorias discricionárias: Aftel Award, Contribution to Scent Culture Award e Septimus Piesse Visionary Award. 

Desde a primeira edição, na categoria Perfumaria Independente, 45 perfumes das mais diversas nacionalidades e inspirações foram finalistas, mas nenhuma fragrância brasileira chegou tão longe quanto o nosso Amyi VIII! Na edição deste ano foram centenas de inscrições recebidas de todo o mundo e saber que estamos na final nos enche de orgulho  e nos dá ainda mais certeza de que estamos no caminho certo. 

O Amyi VIII faz parte de um seleto e diverso grupo de 12 perfumes oriundos de países com diferentes aromas e criações: Alemanha, Itália, Canadá, República Tcheca, França, Suíça, Noruega, Estados Unidos e claro, Brasil. Doze juízes selecionaram por meio de testes cegos os dez finalistas nas categorias Independente e Artesão do conjunto de envios. Os seis juízes que retornam à etapa final selecionarão os vencedores do grupo. A cerimônia de premiação que aconteceria no dia 14 de maio de 2020, em Los Angeles, mas foi postergada em função do combate ao COVID-19. 

Abaixo a lista de finalistas na categoria Perfumaria Independente por ordem alfabética: 

A premiação é fruto do The Institute for Art and Olfaction, organização sem fins lucrativos fundada em 2012, em Los Angeles, para promover o acesso do público à arte da perfumaria. Projetos experimentais, educação acessível e parcerias com instituições e grupos comunitários são alguns dos trabalhos do Instituto, cujo objetivo é aumentar a visibilidade da perfumaria independente, artesanal e experimental pelo mundo.

 

Criado pelo perfumista Samuel Moraes a convite da Amyi com total liberdade criativa, Amyi VIII é um eau de parfum genderless inspirado em um feixe de luz em meio à escuridão. De caminho olfativo âmbar amadeirado, o perfume se abre em aura esfumaçada e intensa com as notas de tomilho vermelho, framboesa e sal marinho. O coração da fragrância pulsa com a francesa erva flouve, um ingrediente inusitado que fascina o perfumista. Amyi VIII evolui para um fundo macio e confortável de âmbar, sândalo e olíbano envolvidos por um acorde macio de camurça branca. Uma composição capaz de provocar as sensações mais intrigantes.  

 

Em menos de um mês, conheceremos os ganhadores do troféu tão desejado, The Golden Pear. Contamos com a torcida de vocês, Amyi lovers, para celebrar desde já essa grande vitória da perfumaria brasileira. Agora é  contagem regressiva e dedos cruzados! 

 

Acompanhem conosco outros conteúdos sobre o prêmio e o Amyi VIII por aqui e em nosso IG @amyi_perfumes. 

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(Re) humanizar e vivenciar experiências: movimentos que nos conectam.

O Guia de tendências 2020/2021 do SEBRAE traz um conteúdo muito legal para inspirar seu negócio e por que não, a sua vida. 

Hoje, selecionei as principais microtendências de cada um dos dois grandes movimentos sociais que conversam com a atitude Amyi para inspirar reflexões. Espero que gostem!

(RE)HUMANIZAÇÃO GLOBALIZADA

(RE) EDUCAÇÃO EMOCIONAL: na era das crises de ansiedade, síndromes do pânico e diagnósticos cada vez mais crescentes de depressão (segundo a Organização Mundial da Saúde), estarmos atentos à saúde mental e desenvolvermos consciência emocional é o primeiro passo para restabelecermos qualidade de vida. 

Assim, na (Re) Educação Emocional, as pessoas procuram aprofundar-se em autoconhecimento, identificar e compreender melhor suas próprias emoções, e trabalhar atentamente para utilizá-las a favor de suas relações pessoais e profissionais.

F.O.M.O. NA MEDIDA CERTA: do inglês “Fear of Missing Out”, uma espécie de fobia/medo de perder os acontecimentos do mundo ao ficar offline. A tendência é que nos próximos anos as pessoas reduzam seus usos excessivos da internet (principalmente nas redes sociais), e certamente diminuam a quantidade do compartilhamento. No entanto, a previsão é que o recuo não aconteça de modo a prejudicar o mercado e suas relações. O público apenas se tornará um pouco mais exigente, filtrando com mais rigor o conteúdo que publica ou que “passa para frente”, fazendo um uso mais moderado, consciente e saudável da internet.

PRAZER POR SIMPLICIDADE: nessa tendência que revela uma das diversas reações sociais a este momento do mundo, encontra-se um espaço especial para os negócios que oferecem ambientes ou mesmo produtos “simples de verdade”, como lugares sem conexão à internet, produtos rústicos e/ou feitos à mão (artesanais), ou ainda aspectos gerais que remetem ao retrô. 

VIVENCIANDO EXPERIÊNCIAS

UM CANTINHO PARA O ANALÓGICO: o lado positivo do atual período de saturação digital é que, na busca por um pouco de desconexão e tranquilidade, encontramos soluções escapistas que muitas vezes acabam recorrendo à nostalgia de tempos antigos — onde as tecnologias de ponta ainda eram mecânicas e eletrônicas, e o fantástico mundo virtual da internet “era só mato”. 

AUTÊNTICO E SIMPLES: desejo e necessidade que rondam as mentes coletivas por experienciar o simples, vivo e palpável. No auge do acesso à informação e conectividade, vivenciar experiências íntimas e informais nunca foi tão especial — ou terapêutico. 

O TEMPO COMO “MIMO”:  os bens materiais têm perdido força e seu espaço tem sido preenchido por experiências (vivências tangíveis) e, juntamente, por “objetos intangíveis” (por mais contraditório que este termo possa soar). 

Não é a toa que a nossa devoção é por sentir.